Sou pessoa de Deus. Isso não resta dúvida. Frequento faz
muitos anos o espiritismo, e me sinto bem também em igrejas evangélicas, as
mais diversas. Agora não gosto nenhum pouco de me sentir obrigado a dançar,
pular, andar de trenzinho humano, levantar as mãos. Sou envergonhado,
desengonçado, me sinto constrangido com isso. Também pelos mesmos motivos não
gosto de lugares exclusivos para sentar, nem mesmo chamar a atenção. Talvez por
ser grande já chame a atenção mesmo sem querer. E isso conta não ir lá na
frente, porque é novo na igreja, ou nunca tinha ido ali antes. Prefiro o
silêncio ou mesmo e somente as palavras de Deus por meio do pastor. Me
desculpem os membros dessas igrejas, mas não gosto mesmo.
Muitas vezes procuramos uma igreja pela presença de Deus,
pelas palavras do evangelho. Não é sempre que vamos à igreja já felizes,
alegres, realizados. Muitas vezes vamos lá justamente para procurar esse apoio.
E sentir-se obrigado já nos primeiros momentos a ter que dançar, pular, dar
voltinha, não é nada agradável. Me soa até como falta de respeito.
(Ricardo Weg – jornalista espírita, de Deus)
